| Desde 2017, a PSA vem substituindo em
seus modelos à venda no Brasil a antiga caixa de câmbio automática AL4/
AT8 de quatro marchas pela nova AT6, de seis velocidades, fabricada pela
Aisin. Atualmente, já está em quase todos os modelos tanto da linha
Peugeot (208, 2008, 308, 3008 e 408) e Citroën (C3, Aircross, C4 Lounge,
C4 Picasso, DS4 e DS5). A maioria das unidades produzidas no Brasil está equipada com a caixa AT6 de terceira geração (20GE19). A versão de segunda geração (20GA03) equipou os sedãs Peugeot 408 e Citroën C4 Lounge, além dos esportivos 308 CC, RCZ, DS4 e DS5. Confira a tabela de aplicação
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Transmissão: Manutenção periférica da caixa Aisin AT6 da PSA
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RELAÇÕES DE MARCHA DA
CAIXA AT6III: |
| FERRAMENTAS DE TRABALHO Existem dois cofres com as ferramentas específicas para o reparo periférico da caixa AT6: C-0336-ZU e P.0336/2, ambos disponibilizados para as concessionárias Peugeot e Citroën.
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| DIFERENÇAS ENTRE 2ª E 3ª GERAÇÕES DA
AT6 Há pouca diferença prática
entre as duas caixas. Visualmente, as caixas de câmbio são semelhantes,
mas cinco pontos distinguem uma geração da outra:
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| 2. Identificação na caixa seca: A AT6
de 3ª geração possui na caixa seca a identificação “3FA”. A de 2ª
geração, “2FA”.
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3. Pontos de tomada de
pressão de óleo: No câmbio de 3ª geração, os bujões estão dispostos de
forma assimétrica. No de 2ª geração, estão dispostos de forma diferente,
quase paralela um ao outro. |
| 4. Trocador de calor do óleo:
Componente no câmbio de 3ª geração é preso ao câmbio por três parafusos,
enquanto no câmbio de 2ª geração a fixação é por apenas um parafuso
central.
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| 5. Respiro: No câmbio de 3ª geração,
há uma mangueira prolongando a saída do respiro para evitar a
contaminação da caixa por água.
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| LUBRIFICAÇÃO 6. O bujão de enchimento de óleo possui a identificação do óleo que deve abastecer a caixa AT6. Porém, o óleo AW1 foi abolido pela PSA desde dezembro de 2017 em favor da especificação JW3324 (Motul ATF VI), 100% sintético Obs: A fabricante de automóveis ressalta que não há necessidade de troca do lubrificante, a não ser em caso de reparo na caixa.
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| TROCA DO BLOCO HIDRÁULICO E
IDENTIFICAÇÃO DAS ELETROVÁLVULAS Obs: Antes de qualquer intervenção na transmissão ou em qualquer sistema que envolva sensores e calculadores ligados ao sistema elétrico do veículo, a PSA Peugeot Citroën recomenda esperar 5 minutos após o desligamento da ignição do motor para desconectar a bateria. 7. Escoe o óleo pelo bujão de nível e escoamento. Utilize chaves torx 40 e allen 17. Faça a desconexão das mangueiras de arrefecimento ligadas ao trocador de calor.
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| 8. Solte os 13 parafusos do cárter do
bloco hidráulico com chave torx 40. É recomendável soltar os parafusos
de forma cruzada para evitar empenamento da tampa.
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| 9. A tampa do cárter é vedada com
junta líquida. Remova a tampa com o auxílio de uma espátula de nylon e
um martelo de borracha. Não utilize espátulas de metal, que podem
danificar a face de contato entre a tampa e a caixa, prejudicando a
vedação.
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| 10. Identificação das eletroválvulas:
A maioria delas são eletroválvulas de modulação controladas por PWM.
A vantagem desse recurso são os engates e desengates feitos de forma
modular, sem trancos, quase imperceptível. a. Eletroválvula modulação de pressão da ponte do conversor b. Eletroválvula de sequência “S2” c. Eletroválvula modulação da pressão da embreagem “C2” d. Eletroválvula modulação da pressão da embreagem “C3” e. Eletroválvula de modulação de pressão de linha f. Eletroválvula do stop/start g. Eletroválvula modulação de pressão do freio “B1” h. Eletroválvula de sequência “S1” i. Eletroválvula modulação da pressão da embreagem “C1” Obs: A PSA Peugeot Citroën ainda não disponibiliza nenhum veículo com sistema stop/start, mas o câmbio AT6 já está predisposto para a adoção do sistema no futuro.
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| 11. Comece a soltar o chicote elétrico
do bloco hidráulico pelos conectores nas 9 eletroválvulas do bloco, mais
o conector do chicote do sensor de velocidade de saída. Puxe sempre pelo
conector para evitar o rompimento dos fios.
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| 12. Retire o sensor de temperatura de
óleo, que é solidário ao chicote e preso com parafuso 8 mm em um suporte
que o trava.
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| 13. Para proteger o chicote elétrico
no momento da remoção do bloco hidráulico, utilize fita adesiva para
prendê-lo à carcaça do câmbio.
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| 14. Solte os oito parafusos sextavados
10 mm que fazem a fixação do bloco hidráulico. Siga a ordem de remoção
dos parafusos em cruz, indicada na imagem. Soltá-los fora de ordem pode
causar o empenamento do bloco hidráulico. Obs: Apesar da cabeça dos oito parafusos ser da mesma medida de 10 mm, seus comprimentos são diferentes. De acordo com a ordem de soltura, o parafuso nº 1 tem 51 mm, os nº2 e 5 são de 31 mm e os demais, 21 mm.
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| 15. Suspenda e remova o bloco
hidráulico com as mãos, com cuidado para não danificar o chicote do
sensor de rotação de entrada da caixa. Posicione a mão na direção do
parafuso nº 1. Depois, levante a parte perto do parafuso nº 5 (15a). Por
fim, solte a haste da válvula manual do bloco hidráulico ligada à
alavanca seletora de marchas (15b).
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| 16. Identificação dos sensores: a) Sensor de velocidade de rotação de entrada da caixa b) Sensor de velocidade de rotação de saída c) Sensor de temperatura do óleo Obs: Os sensores são passíveis de substituição, mas se houver qualquer problema com o sensor de temperatura do óleo, é necessário trocar o chicote completo.
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| REMOÇÃO E RECOLOCAÇÃO DO CHICOTE
ELÉTRICO E DO CALCULADOR DA TRANSMISSÃO 17. Para soltar o calculador, remova os 3 parafusos 12 mm. Mantenha-o na posição “N”.
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| 18. Remova a trava que fixa o conector
do chicote, em formato de grampo. Basta puxar
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| 19. Remova o chicote, puxando-o no
sentido do calculador (19a). Obs: Cuidado com os anéis de vedação. São dois: um do conector para o calculador e outro do conector para a carcaça da caixa, que devem ser substituídos a cada remoção. A troca evita a oxidação dos contatos no calculador e o vazamento de óleo da CVA pelo conector do chicote e (19b).
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| 20. Na montagem do chicote, preste
atenção à fenda de encaixe do conector na caixa. Não se esqueça da trava
do conector
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| 21. Na montagem do bloco hidráulico,
siga a ordem de aperto dos parafusos como descrito na imagem. Aplique
torque de 10 Nm nos parafusos de fixação.
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| 22. Na montagem do suporte (placa) do
sensor de temperatura de óleo, aplique torque de 7 Nm. Já o torque de
aperto no parafuso de fixação do sensor de velocidade de entrada é de 6
Nm.
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| 23. Na montagem da tampa do cárter do
bloco, aplique cordão de junta líquida (pasta de estanqueidade) de
índice E10 para vedação. Nos parafusos, aplique torque de 13 Nm,
seguindo ordem cruzada de aperto. Obs: Todos os parafusos do cárter devem ser trocados. Para a sua instalação, eles já vêm com trava química para evitar suas solturas em trabalho.
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| 24. Na montagem do calculador, aplique
torque de 24 Nm nos parafusos de fixação.
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| TROCA DOS RETENTORES E VEDAÇÕES DA
CAIXA 25. Para remover os dois retentores de semieixo, faça uso do sacador de retentor 70336-C. Perfure o retentor para instalar os dois parafusos soberbos para sacar o retentor.
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| 26. Após a instalação da ferramenta,
utilize chave 22 mm para sacar o retentor. Isso evita danificar a
galeria onde o retentor está alojado.
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| 27. Para a instalação do retentor
novo, tanto direito quanto esquerdo, é preciso usar a ferramenta interna
7-0336-Y para centralizar o retentor (27a). Já as ferramentas externas
de instalação têm profundidades de introdução diferentes para cada lado
(27b). Obs: Antes da instalação, lubrifique o lábio do novo retentor com óleo do próprio câmbio ou vaselina.
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28. No lado direito (passageiro), encaixe a ferramenta externa P-0336/2-B no retentor e instale a peça com martelo de neoprene. A ferramenta deve facear a carcaça da caixa.
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| 29. Já no lado esquerdo (motorista), o
retentor fica posicionado de forma invertida. Dá a impressão de
aplicação errada, o que não é verdade (29a). Por isso, utilize outra
ferramenta externa (P-0336/2-A) com profundidade menor de introdução,
com martelo de neoprene, para instalar o retentor. A ferramenta externa
também deve facear a carcaça da caixa (29b).
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| REMOÇÃO E RECOLOCAÇÃO DO CONVERSOR DE
TORQUE E DO RETENTOR DA BOMBA DE ÓLEO 30. Para remover o conversor de torque da caixa de câmbio, é necessário instalar as pegas de montagem do conversor (duas ferramentas C-0338-B).
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31. Com as duas mãos, basta puxar para desencaixar o conversor. Se o mesmo conversor for posteriormente instalado, não é necessário desmontar as ferramentas
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| 32. Retire o retentor da bomba de óleo
utilizando a mesma ferramenta 7-0336-C dos retentores do semieixo.
Apenas são necessários parafusos soberbos maiores. Para colocação do
retentor novo, use a ferramenta P-0336/2-C.
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| 33. O posicionamento do conversor deve
obedecer a três encaixes diferentes em seu eixo. O mais profundo é o
rotor da bomba de óleo, que possui dois ressaltos que devem coincidir
com os dois rasgos no conversor. O encaixe estriado do meio deve
encaixar no estriado do estator. O mais externo é a turbina do conversor
de torque.
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| 34. Antes da instalação do conversor
de torque, confira o nível de óleo. O conversor deve estar abastecido
parcialmente de óleo, isto é, até próximo da metade. No caso de
substituição do conversor de torque por um novo, o mesmo virá vazio e
segue a mesma recomendação.
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| 35. Para aferir o correto encaixe do
conversor de torque, utilize a ferramenta P-0336-D. Ela mede a
profundidade do conversor em relação à carcaça. Ao ser instalada, se
ficar faceada à carcaça e encostada com sua extremidade no conversor,
significa que este está bem encaixado.
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| CONTROLE DO NÍVEL DO ÓLEO Capacidade de óleo caixa de velocidades seca: Cerca de 7 litros. Volume restante após o esvaziamento pelo bujão de escoamento de óleo: Cerca de 4 litros. Quantidade de óleo após mudança: Cerca de 3 litros. Obs: Para ter acesso ao bujão de enchimento do óleo da transmissão no veículo, é necessário remover a caixa ressonadora de ar. No caso do Peugeot 3008 desta reportagem, não precisa de nenhuma ferramenta: é apenas encaixada. 36. A PSA recomenda o uso de uma ferramenta específica, semelhante a um funil pendurado no capô, para monitorar o escoamento do óleo para a transmissão em seu enchimento. Na verificação de nível, coloque meio litro do óleo. Abra o bujão do câmbio e a válvula da ferramenta: deixe o óleo escorrer para o câmbio.
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| 37. Dê partida no veículo, passe a
alavanca da CVA por todas as posições e depois deixe o câmbio em posição
P (“park”) e espere que o óleo do câmbio atinja 58 graus. Levante o
veículo no elevador, abra o bujão de nível (menor), que fica dentro do
bujão de escoamento, e observe. Quando começar o gotejamento de óleo, o
nível está correto. Reinstale o bujão de nível. Obs: O torque de aperto no bujão de nível é de 7 Nm. Já no bujão maior de escoamento (inferior) é de 47 Nm. Já o tampão de enchimento de óleo superior é de 39 Nm. Os anéis de vedação devem ser substituídos a cada remoção dos bujões.
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| 38. Em caso de troca (parcial ou
completa) do lubrificante no reparo do câmbio, após completar o nível, é
necessário plugar o scanner ao veículo e zerar o contador de desgaste do
óleo na memória do gerenciamento eletrônico da transmissão AJUSTE DO CABO DE SELEÇÃO E INICIALIZAÇÃO DO PONTO NEUTRO 39. Na eventual substituição do comando elétrico de controle das marchas ou do calculador do câmbio, há a necessidade de se fazer a regulagem no cabo de seleção (varão). Coloque a alavanca seletora de marchas na posição “N” (neutro), bem como o seletor de marchas no calculador também deve estar no “N”.
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| 40. Para soltar o cabo de seleção de
sua conexão no calculador do câmbio, levante a trava de regulagem
amarela com uma chave de fenda. Depois, aperte o botão para soltar a
trava de conexão. Perceba que a extremidade do varão se movimenta, dando
uma folga para a regulagem.
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41. Para encaixar de volta o varão,
basta fazer o procedimento anterior de forma inversa. Tanto a haste de
seleção do calculador quanto a alavanca de câmbio dentro do veículo
devem estar em “N”.![]() |
| 42. Após esse procedimento, faça o
reconhecimento (aprendizagem) do sistema pelo scanner. Primeiro, deve
ser feito o procedimento de aprendizado da posição neutra. Depois, a
recentralização total dos aprendizados e, também, o aprendizado da
posição das demais marchas – sempre de acordo com a ferramenta de
diagnóstico.
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